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iPhone 5 aposta em design matador e recursos sólidos

Review Info.Abril Apple conseguiu manter o aparelho compacto e entregar mais desempenho

15/10/2012

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Há cerca de cinco anos era apresentado ao mundo o primeiro iPhone. O aparelho chegou a 250 milhões de unidades vendidas e gerou mais de 150 bilhões de dólares em receitas para a Apple, segundo a Strategic Analytics. Desde a estreia, a Apple manteve a tela de 3,5 polegadas, que variou somente na resolução com a chegada da Retina Display. Para o iPhone 5, a fabricante decidiu alterar a proporção do aparelho para 16:9 com uma tela de 4 polegadas e 640 por 1.136 pixels.

Antes de avaliar o aparelho e suas novidades, é preciso esclarecer que ele chegará ao país sem três de seus recursos principais: LTE no padrão brasileiro, orientação para o aplicativo de GPS e funcionalidades da Siri.

Mesmo sem lançamento oficial, o iPhone 5 já começa a dar as caras no Brasil pelas mãos de quem comprou o novo queridinho da Apple no exterior. Por operar em uma frequência de LTE diferente da que será implementada aqui, os aparelhos vendidos no exterior não serão compatíveis. Isso não impede seu uso nas redes 3G (HSDPA) e 3,5G (HSPA+). Infelizmente, a situação para os brasileiros que aguardam o produto homologado pela Anatel não será diferente. Segundo a certificação no Sistema de Gestão e Certificação e Homologação da Anatel, o aparelho não opera em nenhum dos padrões brasileiros (2,5 GHz e 2,69 GHz). Mesmo que o LTE ainda esteja em testes no país, a Motorola já colocou um primeiro aparelho no mercado, o Razr HD, e a Samsung está prestes a fazer o mesmo com o Galaxy S III.

Desde o seu nascimento com o iPhone 4S, a Siri aprendeu a falar muitas línguas, entre elas: francês, alemão, japonês, espanhol, italiano, coreano, mandarim e cantonês. Parece que o português, o sexto idioma mais falado do mundo é um tanto quanto complicado para os servidores da Siri. Afinal, “tudo junto” se escreve separado e “separado” se escreve tudo junto. O fato é: a Apple nunca ofereceu nenhuma justificativa sobre os motivos que levam a empresa a deixar o português de lado. Ao que parece, essa situação não vai mudar tão cedo. Mesmo assim, com o iOS 6, a assistente ficou ainda mais esperta. Além de ler e-mails, fazer ligações, criar eventos na agenda e até pregar umas peças, a Siri pode agora (ao menos nos EUA) comprar ingressos para o cinema pelo Passbook, dar os resultados de uma partida esportiva, fazer uma reserva em restaurante pelo OpenTable e te recomendar o melhor prato com base no Yelp. Ela também pode atualizar seu Facebook e Twitter, graças a uma integração ainda maior do iOS 6 com as redes sociais.

A troca dos mapas do Google pelos da TomTom gerou um número incalculável de reclamações e memes. O principal motivo são os resultados completamente desconexos, ruas inexistentes e imagens de satélite muito pobres. Mas, para os brasileiros, o problema é ainda maior. Além dos empecilhos tradicionais, o app não terá orientação ponto a ponto. Ao contrário dos outros países, os usuários não poderão se orientar como em um GPS veicular, que te avisa em que momento virar à esquerda, quando fazer uma conversão ou até mesmo quando há um radar por perto. Durante os testes do INFOlab feitos em São Paulo, os problemas mais comuns foram os endereços desatualizados ou inexistentes, poucos pontos de interesse com informações corretas e a falta de comunicação com o sistema de transporte público.

Outro ponto que é importante destacar é o novo cenário que se formou no mercado de smartphones. Os fabricantes parecem se dividir em duas grandes correntes: os que apostam em sistemas com maior controle e que focam na praticidade; e os que apostam em interfaces mais customizáveis. Do lado mais rígido, iOS e Windows 8 apostam em um hardware mais controlado e que case perfeitamente com o sistema, gerando interfaces práticas, centradas nos aplicativos e com poucas opções de adaptação. O Android segue uma linha diferente e que dá mais liberdade ao usuário para instalar widgets. Há quem diga que o sistema se aproxima muito da lógica dos PCs, e de fato a orientação por áreas de trabalho reforça bem essa ideia. É impossível eleger uma estratégia vitoriosa, afinal, as duas oferecem inúmeras vantagens e vão se adaptar perfeitamente ao perfil de cada usuário. A grande questão é avaliar qual a sua necessidade e desejos, uma orientação que deve ser feita na compra de qualquer coisa, principalmente de um gadget.

Inovador ou não, o iPhone 5 foi capaz de manter um dos pontos cruciais das gerações anteriores: um ecossistema muito bem amarrado com um hardware compacto, elegante e muito fácil de usar. A espessura do aparelho foi reduzida em 18% e o peso em 20%. Mesmo com a tela maior, pesa só 112 g e tem espessura de 0,8 cm. Sem crescer nada na largura, o uso com uma das mãos ainda é muito cômodo, algo que não é possível em aparelhos com mais de 4,3 polegadas, como Galaxy Note, Razr e outros. De longe, o design do iPhone 5 é muito familiar. Com praticamente a mesma estrutura e proporções do modelo anterior, é difícil sentir alguma inovação. A situação muda completamente com o aparelho em mãos. Com um novo acabamento em alumínio na traseira e cantos diagonais, a pegada ficou bem mais interessante. A diferença de peso também é sentida facilmente. A impressão é comparável à primeira vez que pusemos as mãos no Nokia N9 e seu corpo em policarbonato de peça única. É difícil de descrever, mas, nos dois casos, a sensação é muito diferente da oferecida pelos aparelhos tradicionais feitos com plástico ou vidro. A entrada P2 para fones de ouvido foi transferida para a parte de baixo do aparelho, ao lado do novo conector Lightning, que substitui a tradicional porta de 30 pinos. Ainda sem acessórios oficiais, a Apple irá oferecer um adaptador, vendido separadamente por 39 dólares. Um dos problemas do adaptador é sua impossibilidade de transmitir vídeo e, em muitos casos, a compatibilidade com acessórios e docks deve ser parcial. Além de ficar menor, e de fazer com que muitos gastem 39 dólares com o adaptador, a nova porta não traz nenhuma evolução.

Para garantir que todos os recursos rodem sem engasgos, a Apple equipou o iPhone 5 com um novo chip A6. Com um processador dual core de velocidade não divulgada (apps de benchmark listam um teto de 1,2 GHz) a sensação é de um aparelho muito veloz. Para lidar com a execução de games, registro de vídeos em 1.080p e alta velocidade na captura das fotos, a GPU escolhida é a PowerVR 543MP3. Além disso, ele conta com 1 GB de RAM e armazenamento interno de 16 GB, 32 GB ou 64 GB (modelo testado pelo INFOlab). Assim como em seus antecessores, não há entrada para cartões microSD nem mesmo parceria com serviços de armazenamento, já que a Apple vende espaço no iCloud. Se comparado matematicamente a seus concorrentes com Android, como Galaxy S III e HTC One X, ambos com processadores quad core, o A6 fica devendo poder de fogo. Mas não observamos nenhum problema de desempenho durante os testes. Pelo contrário, o sistema não engasgou em momento algum.

 

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Com os mesmos 8 MP do modelo anterior, a grande novidade da câmera é o modo panorâmico. Com ele, é possível gerar imagens de até 28 MP, que são na verdade fruto da soma das várias fotos em 8 MP feitas com o aparelho na vertical. O sistema é bem intuitivo e o resultado satisfatório. Para todo o resto, o aparelho segue fazendo ótimas fotos em ambientes bem iluminados. A gravação de vídeo em 1.080p também oferece muita qualidade. O destaque é o autofoco, o ajuste rápido de exposição e balanço de braço e a capacidade de trocar a área de foco tocando a tela. Mesmo com a polêmica das fotos roxas, não conseguimos reproduzir a aberração cromática da lente em nossos testes. Registramos fotos contra a luz do Sol e iluminação de estúdio. No entanto, esse é um problema que não pode ser ignorado. A recomendação da Apple é evitar fontes diretas de luz, ou proteger a lente com os dedos e alternar os ângulos quando uma parte de sua foto ficar roxa. Em situações pouco iluminadas, o desempenho da câmera cai consideravelmente, mas nada que fuja ao padrão dos smartphones. No geral, ela é uma excelente câmera, com resultado inferior ao de aparelhos como Nokia 808 e Xperia S, mas acima do Galaxy S III ou Optimus 4X HD. Com maior resolução, a câmera frontal agora permite fazer videochamadas em 720p.

Com mais pixels e mais brilho, a tela de 4 polegadas tem proteção Corning Gorilla Glass e cobertura oleofóbica, que evita marcas de dedos e danos por conta de suor e umidade. Mesmo que ela agora ofereça um consumo mais confortável de vídeo, esse ainda não é o ponto forte do iPhone. Completamente amarrado ao iTunes e com suporte a um número muito limitado de formatos, a plataforma não é das mais versáteis para curtir um filme ou seriado. Além disso, a resolução incomum faz com que aplicativos não formatados para o aparelho rodem centralizados na tela com uma borda escura. Apesar de parecer estranho, o resultado não é tão agressivo como o de rodar um app de iPhone no novo iPad e não deve incomodar a maioria dos usuários.

Se com os vídeos o aparelho não ganhou muito, com áudio a situação é diferente graças ao novo par de fones. Com um novo design, os fones de ouvido ganharam graves mais presentes e maior definição.

As medidas extremamente compactas do iPhone 5 se tornam ainda mais impressionantes quando constatamos a evolução da bateria. Nos testes do INFOlab, o aparelho resistiu por 7 horas e 55 minutos de ligação, com Wi-Fi e Bluetooth ativados. O resultado supera o iPhone 4S em mais de uma hora. Mas, se comparado a concorrentes como o Razr Maxx, com duração de 17 horas e 47 minutos, a Apple ainda precisa trabalhar muito nesse sentido.

Conclusão

O iPhone 5 é o melhor aparelho já produzido pela Apple. Com um chip mais poderoso, tela maior e um hardware compacto e elegante, ele se mantém como um dos aparelhos topo de linha do mercado. Entretanto, a falta de alguns recursos para o mercado brasileiro e, principalmente, tecnologias deixadas de lado (como NFC, entrada para cartões e saída HDMI), o aparelho não apresentou força suficiente para superar o Galaxy S III em nossos testes. Mesmo assim, ele tem força de sobra para satisfazer a maioria dos usuários, principalmente os que já estão habituados ao ecossistema da Apple ou não precisam de uma plataforma mais aberta.

Fonte: Info.Abril

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